docs: renomeia terminologia "staging" -> "dev" (ambiente nunca foi isolado)
Co-Authored-By: Claude Opus 4.8 <noreply@anthropic.com>
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# 📐 Arquitetura de Rede e Topologia de Servidores
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Este documento descreve detalhadamente a arquitetura de servidores e rede privada projetada para garantir **alta performance, isolamento de riscos, segurança de dados e facilidade de escalonamento**.
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## 🗺️ Visão Geral da Topologia (Rede VPN WireGuard)
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Toda a comunicação crítica entre os servidores trafega por dentro de uma rede privada criptografada baseada no protocolo **WireGuard** (`10.99.0.0/24`). Os servidores possuem seus firewalls públicos trancados, permitindo apenas acessos necessários e isolando os dados vitais.
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graph TD
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subgraph "Rede Pública (Internet)"
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Internet((Internet Pública))
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Client([Notebook Rui])
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end
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subgraph "Rede Privada VPN (10.99.0.0/24)"
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VPS1["🖥️ VPS 1 (Produção) <br> IP: 10.99.0.1 <br> (Traefik / Apps)"]
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VPS3["🗄️ VPS 3 (Banco de Dados) <br> IP: 10.99.0.3 <br> (PostgreSQL Dedicado)"]
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VPS4["🧪 VPS 4 (Desenvolvimento) <br> IP: 10.99.0.4 <br> (Dev / Builds)"]
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VPS5["💬 VPS 5 (CRM WhatsApp) <br> IP: 10.99.0.5 <br> (Bots / APIs)"]
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end
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%% Conexões Públicas
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Internet == HTTP/HTTPS (80/443) ==> VPS1
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Client == Conexão VPN Criptografada ==> VPS1
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%% Conexões Privadas VPN
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VPS1 <== Canal Seguro VPN ==> VPS3
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VPS1 <== Canal Seguro VPN ==> VPS4
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VPS1 <== Canal Seguro VPN ==> VPS5
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Client <== Acesso SSH Seguro ==> VPS1
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Client <== Acesso SSH Seguro ==> VPS3
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Client <== Acesso SSH Seguro ==> VPS4
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Client <== Acesso SSH Seguro ==> VPS5
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%% Conexões de Banco de Dados Internas
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VPS1 -- PostgreSQL (Porta 5432) --> VPS3
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VPS4 -- PostgreSQL (Porta 5432) --> VPS3
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VPS5 -- PostgreSQL (Porta 5432) --> VPS3
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style VPS3 fill:#1E293B,stroke:#3B82F6,stroke-width:3px,color:#fff
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style VPS1 fill:#1E293B,stroke:#10B981,stroke-width:2px,color:#fff
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style VPS4 fill:#1E293B,stroke:#F59E0B,stroke-width:2px,color:#fff
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style VPS5 fill:#1E293B,stroke:#EC4899,stroke-width:2px,color:#fff
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## 📋 Especificação Detalhada dos Servidores
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### 1. 🗄️ VPS 3: Servidor de Banco de Dados Dedicado (Appliance)
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* **Função Principal**: Hospedar exclusivamente o banco de dados **PostgreSQL Bare-Metal (Nativo)** e serviços fundamentais de persistência.
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* **IP Privado VPN**: `10.99.0.3`
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* **Tecnologias**: PostgreSQL (Instalação Nativa via Host), WireGuard, nftables. (O Docker é **estritamente omitido** para reduzir superfície de ataque e otimizar I/O).
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* **Políticas do Firewall (nftables)**:
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* **Porta 22 (SSH)**: **Bloqueada publicamente**. Liberada **apenas** para o IP reservado do administrador via VPN (`10.99.0.10`).
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* **Porta 5432 (PostgreSQL)**: **Bloqueada publicamente**. Liberada **apenas** para conexões originadas de IPs autorizados na VPN (`10.99.0.1` e `10.99.0.5`).
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* **Vantagens de Segurança & Performance**:
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* **Zero vazamento de dados**: O banco não pode ser acessado de fora da VPN sob hipótese alguma.
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* **Conceito de Appliance**: Sem Docker daemon (sem socket de root adicional) ou compiladores, a superfície de invasão é reduzida ao menor nível matemático possível.
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* **Performance Máxima (Tuning de Host)**: Como a máquina é nativa e dedicada, as configurações de cache e buffers de memória do PostgreSQL podem usufruir livremente do Page Cache nativo do Linux e Huge Pages do Kernel, garantindo o máximo rendimento físico do SSD e RAM.
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### 🚀 2. VPS 1: Servidor de Sistemas em Produção
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* **Função Principal**: Gateway de entrada do tráfego público e hospedagem das aplicações em produção.
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* **IP Privado VPN**: `10.99.0.1` (Atua como Hub WireGuard)
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* **Políticas do Firewall (UFW)**:
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* **Portas 80 (HTTP) e 443 (HTTPS)**: **Abertas ao público** para permitir o acesso dos clientes aos sites e sistemas.
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* **Porta 22 (SSH)**: **Bloqueada publicamente**. Apenas acessível via VPN.
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* **Porta 3002 (Antigo Dev)**: **Bloqueada publicamente** no Docker (atrelada apenas ao IP privado `10.99.0.1` do container).
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* **Vantagens de Segurança & Performance**:
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* **Serviços sem Estado (Stateless)**: A VPS 1 apenas processa as requisições web e consome os dados da VPS 3. Caso a VPS 1 sofra um pico extremo de acessos, o banco de dados continua intacto e seguro.
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* **Centralização com Traefik**: Proxy reverso centralizado gerenciando SSL e direcionamento interno seguro de containers.
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### 🧪 3. VPS 4: Servidor de Desenvolvimento e Homologação (Dev)
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* **Função Principal**: Testar novos recursos, hospedar containers de dev e realizar builds de desenvolvimento.
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* **IP Privado VPN**: `10.99.0.4`
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* **Políticas do Firewall (UFW)**:
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* **Porta 22 (SSH)**: **Bloqueada publicamente**. Apenas acessível via VPN.
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* **Portas de teste (ex: 3002, 8080)**: **Bloqueadas publicamente** ou atreladas apenas ao IP privado da VPN para acesso exclusivo dos desenvolvedores autorizados.
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* **Tecnologias**: Docker, Docker Compose, PostgreSQL 18 (Standby Replica em Container).
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* **Vantagens de Segurança & Performance**:
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* **Replicação Streaming Real-Time (Dev)**: Hospeda um container PostgreSQL 18 configurado como réplica de leitura (Standby) do banco de dados nativo de produção da VPS 3. Isso permite testar queries pesadas e validar migrações com dados reais em tempo de desenvolvimento de forma 100% segura e com zero impacto no banco principal.
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* **Isolamento de Riscos**: Compilações de código (`npm run build`, `docker build`) e testes pesados de carga rodam aqui e consomem CPU sem comprometer os servidores de produção e banco de dados.
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* **Ambiente Espelho**: Homologação idêntica à produção para validações precisas antes de aplicar modificações em produção.
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### 💬 4. VPS 5: Servidor de Aplicação Proprietária (newwhats)
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* **Função Principal**: Hospedar o backend e workers da plataforma proprietária **newwhats** (Backend Express com Socket.IO, Workers do Temporal e broker NATS).
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* **IP Privado VPN**: `10.99.0.5`
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* **Políticas do Firewall (UFW)**:
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* **Portas de Integração Web**: Liberadas apenas para os Webhooks e requisições públicas de Socket.IO mapeadas via gateway.
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* **Porta 22 (SSH)**: **Bloqueada publicamente**. Apenas acessível via VPN.
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* **Vantagens de Segurança & Performance**:
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* **Isolamento de Estado**: Executar o backend Node.js (Prisma/Knex), os workers de workflows do Temporal e o broker de mensagens NATS na VPS 5 impede que oscilações no tráfego de mensagens do WhatsApp ou alto uso de CPU nos workers interfiram com o banco de dados principal de produção (VPS 3).
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* **Separação de CPU**: O processamento pesado das sessões de WhatsApp e emulação de instâncias roda na VPS 5, consumindo sua CPU e RAM de forma isolada do Gateway (VPS 1) e do Banco (VPS 3).
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## 🔒 Diretrizes de Segurança Corporativa (Resumo)
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1. **Acesso Administrativo**: Realizado **exclusivamente via chave SSH criptográfica**. Autenticação por senhas desativada em todas as máquinas.
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2. **Login de Root Desativado**: Bloqueado login direto de root via SSH. Todos conectam como o usuário `deploy` e elevam privilégios de forma segura via `sudo` após a conexão.
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3. **Ponto Único de Falha**: Se a VPS 1 (Hub WireGuard) cair, a comunicação VPN é temporariamente pausada. O console VNC da Contabo é mantido ativo como canal redundante de suporte imediato.
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4. **Logs Automatizados**: Logins SSH bem-sucedidos ou suspeitos geram alertas em segundo plano com marcações de 30 minutos na agenda central do Google, permitindo controle visual de acessos em tempo real.
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## 🛡️ Fase 2: Hardening Avançado e Arquitetura Zero-Trust (Roadmap)
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Esta seção documenta as decisões estratégicas e o plano de ação de segurança de curto e médio prazo projetados para elevar a maturidade da infraestrutura de rede e servidores ao nível **Enterprise / DevSecOps Sênior**.
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### 🗺️ Visão Geral do Fluxo de Segurança na Borda
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```mermaid
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graph TD
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subgraph "Camadas de Defesa (Defense in Depth)"
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Internet((Internet Pública)) --> PM[1. Proteção de Borda do Provedor]
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PM --> NFT[2. nftables + CrowdSec <br> Bloqueio Dinâmico / Comportamental]
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NFT --> TF[3. Traefik Reverse Proxy <br> SSL/TLS & Roteamento]
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TF --> DK[4. Containers Docker <br> Rootless / Hardened]
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end
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```
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### 1. 🌐 Desativação Proativa de IPv6 (Curto/Médio Prazo)
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Para eliminar vetores de bypass acidentais de firewall e reduzir a complexidade da superfície de ataque, o suporte a IPv6 é **totalmente desativado** em todas as VPSs.
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* **Ações de Configuração**:
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Para desativar em tempo de execução e garantir persistência pós-reboot, o arquivo `/etc/sysctl.d/99-disable-ipv6.conf` deve ser criado com as seguintes diretivas:
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```text
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net.ipv6.conf.all.disable_ipv6 = 1
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net.ipv6.conf.default.disable_ipv6 = 1
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net.ipv6.conf.lo.disable_ipv6 = 1
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```
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*Comando para aplicar imediatamente:* `sudo sysctl --system`
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* **Gatilhos para Reativação do IPv6**:
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O IPv6 só será reabilitado caso surja uma necessidade real de negócio, tais como:
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* Requisitos de conformidade corporativa (*Enterprise Compliance*).
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* Integração obrigatória com CDNs IPv6-only ou arquiteturas de borda distribuída (*Anycast*).
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* Casos em que a reativação exigirá a implementação completa de **nftables dual-stack, filtros de Router Advertisement (RA), NDP e SLAAC seguros**.
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### 2. 🐋 Isolamento de Redes Docker (Prevenção de Movimentação Lateral)
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O uso da rede de ponte padrão (`bridge`) do Docker é estritamente proibido em produção. Os containers são segmentados em **redes de domínios funcionais isolados**, limitando severamente o raio de colisão (*blast radius*) caso um container de aplicação (especialmente bots de CRM/WhatsApp ou navegadores invisíveis) seja comprometido.
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#### 🔀 Matriz de Conectividade de Dados (newwhats):
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```mermaid
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graph TD
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subgraph "VPS 1: Gateway de Borda pública"
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Traefik[Traefik Router]
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end
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subgraph "VPS 5: Camada de Aplicação (newwhats)"
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Express[Backend Express & Socket.IO]
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TempWorker[Temporal Worker]
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NATS[NATS Broker :4222]
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Express <--> NATS
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TempWorker <--> Express
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end
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subgraph "Túnel VPN Criptografado (wg0)"
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WG0((Canal Privado WireGuard))
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end
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subgraph "VPS 3: Appliance de Dados Bare-Metal"
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Postgres[(PostgreSQL :5432)]
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Dragonfly[(DragonflyDB :6379)]
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Temporal[(Temporal Server :7233)]
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end
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%% Roteamento Web e Sockets
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Traefik == HTTPS Proxy / Sockets ==> WG0 ==> Express
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%% Conexões de Dados da Aplicação via VPN
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Express ==> WG0 ==> Postgres
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Express ==> WG0 ==> Dragonfly
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TempWorker ==> WG0 ==> Temporal
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Temporal -. Persistência Interna .-> Postgres
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style Postgres fill:#1E293B,stroke:#3B82F6,stroke-width:2px,color:#fff
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style Dragonfly fill:#1E293B,stroke:#10B981,stroke-width:2px,color:#fff
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style Temporal fill:#1E293B,stroke:#F59E0B,stroke-width:2px,color:#fff
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```
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* **Diretrizes de Conectividade**:
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* **Tráfego de Borda**: O Traefik na VPS 1 encaminha o tráfego HTTP/HTTPS e conexões persistentes do Socket.IO diretamente para a VPS 5 (`10.99.0.5`) pela interface de túnel criptografado, mantendo as portas da VPS 5 públicas totalmente fechadas.
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* **Persistência de Negócio (Prisma + Knex)**: Ambas as ORMs/Query Builders centralizadas na VPS 5 apontam diretamente para o IP interno `10.99.0.3:5432` da VPS 3.
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* **Cache e Estados Rápidos**: O DragonflyDB na VPS 3 atende instantaneamente às solicitações de sessões e QR codes da VPS 5 via `10.99.0.3:6379`, provendo tempos de resposta na faixa de microssegundos sem concorrência local de CPU.
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* **Workflows Assíncronos**: O Temporal Server processa o agendamento de tarefas e status de reputação na VPS 3, enquanto o **Temporal Worker** na VPS 5 consome e executa as atividades pesadas locais da aplicação.
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### 3. 🔑 Zero-Trust Interno no WireGuard (ACLs no Firewall)
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A rede VPN WireGuard (`10.99.0.0/24`) deixa de ser tratada como uma zona de confiança irrestrita. Implementa-se uma política de privilégio mínimo na comunicação entre os servidores da VPN.
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* **O Problema de Movimentação Lateral**:
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Se a máquina de desenvolvimento/dev (VPS 4) for comprometida por um script malicioso, o atacante não pode ter permissão para escaneá-la ou conectar-se ao banco de dados de produção (VPS 3), exceto para o fluxo estritamente necessário de replicação de dados.
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* **Regras de Isolamento Lateral (Exemplo no Firewall da VPS 3)**:
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```text
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# Bloquear por padrão toda conexão vinda da VPN exceto as estritamente autorizadas:
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- Permitir VPS 1 (Produção) -> Porta 5432 (PostgreSQL) [ACEITAR]
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- Permitir VPS 5 (CRM) -> Porta 5432 (PostgreSQL) [ACEITAR]
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- Permitir VPS 4 (Dev) -> Porta 5432 (PostgreSQL - Apenas 'replicator') [ACEITAR]
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- Permitir VPS 4 (Dev) -> VPS 3 (Produção - Outras portas / serviços) [BLOQUEAR]
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### 4. 🎛️ Migração de Borda: nftables + CrowdSec
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Substitui-se a pilha clássica e reativa do `iptables` / `Fail2Ban` por uma arquitetura ativa, dinâmica e de alta performance na VPS pública 1.
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* **Por que `nftables`?**
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A sintaxe nativa do `nftables` permite a criação de conjuntos dinâmicos (*sets*) de IP de forma extremamente eficiente, processados diretamente no kernel com consumo mínimo de CPU durante ataques volumétricos.
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* **Por que `CrowdSec`?**
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Diferente do Fail2Ban (que analisa logs localmente e de forma reativa por expressões regulares), o CrowdSec utiliza detecção baseada em comportamentos locais de ataque e sincroniza uma base global de reputação de IPs (*inteligência coletiva*). Se um IP atacou outra infraestrutura na internet, ele é bloqueado na sua VPS antes mesmo de fazer a primeira requisição ao seu Traefik.
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### 5. 💔 Mitigação do Ponto Único de Falha (SPOF) da VPS 1
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Atualmente, a VPS 1 acumula as funções de **Gateway de Borda (Traefik)**, **Hub Central de VPN (WireGuard)** e **Hospedagem de Aplicações**.
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* **Visão de Evolução Futura**:
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Para eliminar o risco de interrupção total dos serviços em caso de queda da VPS 1, planeja-se a separação física de responsabilidades em médio prazo:
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1. **VPS Edge Dedicated**: Uma máquina leve rodando exclusivamente o gateway de entrada (`Traefik`), `nftables` e o concentrador `WireGuard`.
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2. **VPS App Dedicated**: Servidores internos que hospedam as aplicações (sem expor portas SSH ou HTTP à internet), consumindo tráfego encaminhado diretamente pelo Gateway da Edge.
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### 6. 🔒 Hardening Avançado de Containers
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Para garantir que a invasão de um container não resulte no comprometimento do sistema operacional host, aplicam-se as seguintes diretrizes de segurança no provisionamento de containers Docker:
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* **No-New-Privileges**: Impede que processos dentro do container ganhem novos privilégios via binários `setuid` ou `setgid`.
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* **Read-Only Root Filesystem**: Monta o sistema de arquivos do container como apenas leitura, forçando gravações temporárias apenas em volumes declarados ou `/tmp` na memória (tmpfs).
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* **CAP Drop**: Remove capacidades de sistema desnecessárias ao container (ex: `NET_ADMIN`, `SYS_ADMIN`, `SYS_CHROOT`).
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* **Rootless Containers**: Sempre que suportado pela aplicação, os containers devem rodar com IDs de usuário não privilegiados (non-root).
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